Muricy desconversa, mas não nega interesse em Wesley, do Palmeiras

Wesley

O técnico Muricy Ramalho usou a crise vivida pelo Palmeiras para desconversar sobre o interesse do São Paulo na contratação do volante Wesley. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, no CT da Barra Funda, o treinador disse não querer tumultuar o ambiente no rival, mas em nenhum momento negou que queira o jogador.

- Falaram do Wesley várias vezes esse ano. São notícias que não contribuem em nada, o Palmeiras está passando por um momento difícil. Não seria legal da minha parte querer tumultuar procurando um jogador tão importante. Se lá na frente acontecer, tudo bem. Agora não dá para pensar. É uma grande bobagem. Se alguém falou, não estou sabendo – afirmou. 

Wesley está vinculado ao Palmeiras até fevereiro do próximo ano. De acordo com a legislação, ele pode assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe a partir da próxima semana. Ou seja, o jogador se transferiria no início de 2015 sem que o Verdão lucrasse com isso.

São Paulo e Wesley conversaram no primeiro semestre, ainda sob a gestão do presidente Juvenal Juvêncio. As partes chegaram a alinhavar um acordo para que ele defendesse o Tricolor em 2015. Na época, Muricy deu o aval para a contratação. Agora, a postura da direção é negar qualquer contato pelo atleta. 

A pedido do treinador, o São Paulo procura desde o início do ano um segundo volante com características mais ofensivas, semelhantes às de Wesley. Hoje, Denilson e Souza são os titulares na marcação, tendo Maicon e Hudson como opções no banco de reservas. 

Do outro lado, o Palmeiras se mostra otimista em renovar o contrato. O discurso do jogador é o mesmo, aceitando até reduzir os salários para permanecer. Wesley chegou a perder espaço com o técnico Ricardo Gareca, mas retornou ao time na vaga de Valdivia na derrota para o Sport. 

Fonte: globo.com

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Tricolor no Futsal – Driblando curto com Cleiton

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E ai, pessoal, tudo certo?

Na semana do nosso Futsal Tricolor tivemos apenas um jogo, em casa, pela Liga Paulista de Futsal, pela última rodada da primeira fase, com excelentes chances de classificação, a expectativa era a melhor possível e, para a alegria deste que vos escreve, CLASSIFICAMOS!!!!

Nessa semana também o técnico do FIB/SPFC rebaixou o técnico André para auxiliar e promoveu ao cargo de treinador o representante do São Paulo Futebol Clube no Futsal, Alexandre Gaspar.

Outra excelente notícia foi a contratação do ala Michel, ex-Corinthians e ex-Santos, que foi o artilheiro da Liga Paulista de Futsal de 2013. Esperanças renovadas, tendo em vista que a falta de pontaria é apontada como a principal causa dos resultados negativos. Sinceramente, ainda acho pouco, precisamos de trabalho tático e treinamento de fundamentos, principalmente na defesa.

Liga Paulista – Décima Oitava Rodada – FIB/São Paulo 1 x 1 Wimpro / Sind. dos Met. de Guarulhos (19/08/2014)

Jogando em casa, o time da FIB/São Paulo enfrentou o penúltimo colocado na Liga Paulista de Futsal, o Wimpro / Sind. dos Met. de Guarulhos, com o time praticamente todo de reservas, mas com o retorno do jogador Alemão (que estava contundido) e a estreia de Michel.

O jogo começou equilibrado, mas logo o tricolor tomou a frente, perdendo pelo menos três oportunidades de cara com o goleiro Vinicius. Aos 19 minutos, ainda no primeiro tempo, nosso Pivô Luis Negão sofreu pênalti, chamou a responsabilidade, bateu forte… explodiu no travessão! Que fase, amigo, que fase, já diria um locutor famoso!

No comecinho do segundo tempo, Luan da equipe de Guarulhos, numa linda jogada, chutou a bola na trave do goleiro São Paulino Kevin, na sequencia, o nosso ala Fabrício chutou de longe, exigindo excelente defesa do goleiro Vinicius.

Finalmente, aos 12 minutos do segundo tempo, o estreante Michel, camisa 8, após um contra-ataque, recebeu a bola pela direita e chutou cruzado, abrindo o placar para o time da FIB/SPFC.

Aos 16 minutos, o goleiro do São Paulo, sai todo estabanado com os pés e perde a bola no meio da quadra, deixando o time da capital em situação confortável para tocar a bola, acabando nos pés de Paulinho, quase dentro do gol, empurrar para dentro, empatando o jogo, dando números finais ao jogo.

Análise

Classificamos, bem ou mal, passaremos para a próxima fase, ocupando atualmente a 4ª colocação na tabela, apenas aguardando os últimos jogos para definirmos os adversários. Acredito que nessa competição temos boas chances de chegar longe.

Pela Liga Nacional, que não tivemos jogos essa semana, mesmo com alguns jogadores contundidos e com uma contratação excelente, que chegou na segunda e jogou na terça, ainda desentrosado, o time tem quatro dias e duas viagens, para Brasília e Rio de Janeiro, onde temos uma chance excelente para tirar a zica, pois o time da capital federal tem uma campanha tão ruim quanto a nossa e o time do Rio de Janeiro tem uma campanha mediana, vencendo apenas três jogos na competição.

Vídeo do jogo:

FIB/São Paulo 1 x 1 Wimpro / Sind. dos Met. de Guarulhos (melhores momentos):

https://www.youtube.com/watch?v=Xn81wCq5jkU&feature=youtu.be

Agenda do Tricolor nessa semana:

23/08/2014 – Sábado – 20h00 – Green Team – DF x FIB/São Paulo (SESI Taguatinga, em Taguatinga – DF), pela Liga Nacional de Futsal.

26/08/2014 – Terça – 20h00 – Addp Cabo Frio/ Macaé – RJ x FIB/São Paulo (Ginásio Poliesportivo Alfredo Barreto – Cabo Frio-RJ), pela Liga Nacional de Futsal.

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Wesley está perto de assinar pré contrato com o São Paulo para 2015

WesleyO interesse é antigo e de ambas as partes. Quando veio para o Palmeiras, Juvenal tentou trazer o jogador mas os valores estratosféricos da contratação do jogador na época inviabilizaram. Chegou a peso de ouro e estava voando na Alemanha. Machucou logo de cara. E ficou quase 1 ano inteiro fora.

Quando retornou, o Palmeiras já estava na Série B. Outra cultura, outra cabeça, outro momento. Nunca mais se encontrou, nunca mais encaixou. Recusou-se a atuar como ala direito, posição onde havia arrebentado no Santos. Queria ser meia. E como meia, junto com Valdivia, ficou complicado os dois brigando pela mesma bola fominha que eram. Explicar o que é e como existe o Palmeiras é complicado. Mas Wesley nunca conseguiu ir bem do outro lado do muro.

No início deste ano, o Palmeiras vindo de título de Série B e boa campanha no Paulistão, o clima lá estava bom. Quando a parte financeira, atrasos de salários e eliminações com pressão da torcida pelo centenário vieram, o caldo entornou. Neste momento, Juvenal tentou negociação de Wesley com outro atleta Tricolor como nos moldes da troca Jadson x Pato. Muricy tinha liberado Cortez, Fabrício, Rodriguez, Cañete, J. Filipe e grande patota de encostados. Gilson Kleina pediu Osvaldo e a coisa empacou.

Depois, quase na transição de Juvenal para Aidar, houve nova investida mas o Palmeiras pediu no mínimo R$ 14 milhões por ele e acreditava que o venderia na janela. Não vendeu. Perderam Kardec sem dinheiro e agora correm o risco de perder o volante para o Tricolor. Muricy sabe que pode utilizá-lo como meia ou como volante aberto e se convencê-lo, até mesmo como o ala de outrora. É aquela história, talento tem. Precisa é querer.

Para 2015, devemos perder Kaká então não sobrecarregaria a meia. O que precisa é nos livrarmos do Maicon, manter Hudson, monitorar Denilson até o final do ano e também monitorar Wellington que vem muito bem no Internacional. Souza é uma compra que devemos efetuar. Mas temos chão até lá.

O Palmeiras ainda tem a prioridade de renovação com Wesley por contrato. Mas, se o jogador forçar a barra, como será? Um acordo de não ataque entre as partes foi combinado nesta última semana para não roubarem atletas uns dos outros e é outro fator que pode pesar. Já o jogador, que decide para onde quer ir, pode simplesmente não querer mais o Palmeiras e pronto, não há mais o que se dizer e ele vai para onde quiser.

Boas línguas dizem que Wesley e São Paulo se acertaram em Abril e os termos de um pré contrato de gaveta já haviam sido assinados com JJ ainda como presidente…

Politicamente pode haver alguma situação mas o desejo do jogador, conversas avançadas e o momento dos clubes pesará muito. Mesmo que surja alguma compensação entre as partes apesar de Nobre ter faltado à reunião. Muricy quer o jogador e ele quer vir. Wesley disse isso a JJ há alguns meses e repetiu novamente quando Gustavo Vieira voltou ao circuito. Resta-nos esperar já que é para o próximo ano.

O que você acha Tricolor? Vale?

Blog do São Paulo

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Toque Feminino: Que venha o novo ou fique o velho, melhore!

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A notícia que agitou os torcedores nessa semana foi a suposta saída da Penalty, que tem contrato com o São Paulo até dezembro de 2015, e a chegada de uma nova fornecedora de materiais esportivos. No Lancenet! foi publicado que o clube estaria negociando com a Under Armour (Tottenham e Colo Colo). Já o Estado de S.Paulo noticiou que a Adidas estaria próxima de fazer o acerto. Outras fontes disseram que a Puma também está no páreo.
Apesar dessa notícia muito me animar, não sei o quanto tem de verdade nela, pois os executivos da Penalty já se pronunciaram, dizendo que não tem interesse em romper o contrato, visto que agora temos jogadores de muita visibilidade, como Kaká, Pato e Ganso.

Sobre essa suposta mudança, eu gostaria de ressaltar dois pontos.

camisaPrimeiro, independente de Adidas, Puma, Under Armour ou Penalty o São Paulo precisa de dinheiro, de uma proposta vantajosa. Trata-se de uma camisa de peso e temos que ter um fornecedor que entenda isso. Acho que a Penalty não sacou isso ao atrasar alguns pagamentos no ano passado…
Em uma pesquisa feita pelo site espanhol El gol Digital, foi mapeado os times que mais faturam com venda de camisa na América do Sul. O São Paulo ficou em segundo lugar, perdendo apenas para o Flamengo, e com faturamento de R$ 32.427 milhões. É ai que entra o segundo ponto, que é o que mais me incomoda. Se for para manter a Penalty, que o trabalho seja devidamente avaliado e reformulado. Não quero entrar muito na parte estética, porque todo mundo sabe que deixa muito a desejar, tanto no layout quanto no tecido. É só ver o modelo de camisa de jogo dois do ano passado, além da famigerada camisa, com o SÍMBOLO TODO PINTADO de vermelho, da campanha “Vermelho, a cor da Raça”, que foi vendida na Black Friday por R$ 70,00, devido ao grande encalhe.

 

Obviamente, por trás de toda camisa horrorosa desenhada pelo fornecedor, existiu alguém (tosco) do marketing do São Paulo para aprová-la. Porém, se esse foi o melhor desenho entre as amostras, eu nem quero imaginar aqueles que foram descartados…

Depois da saída da Reebok, o número de modelos disponíveis de camisas de passeio (camisetas, camisa polo, etc), tanto masculina quanto feminina, diminuiu MUITO. Chega a ser gritante a diferença. Só para ter uma ideia, na época da Reebok, era disponibilizado cerca de 15 modelos de camisas femininas de passeio, hoje gira em torno de 5. Isso sem falar que, com a chegada do Kaká, foram disponibilizadas apenas camisas masculinas.
Se alguém estiver disposto a fazer as contas, veja o quanto o São Paulo está deixando de lucrar por conta das limitações da Penalty. É muito dinheiro para ser jogado fora.

Eu, particularmente, torço muito para que a Adidas ou a Under Armour ganhe a concorrência. A primeira pela tradição e qualidade. Depois que ganhei uma camisa do Chelsea de presente me apaixonei pela Adidas. Já a Under Armour apresenta um visual muito “clean”, sem poluição visual, o que também me atrai muito.

E você? Quem você gostaria que fosse o fornecedor do São Paulo em 2015 e por quê?

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Coluna do Paulo Martins: O campo, a bola e o “Sete-pele”…

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Há mais ou menos 55 anos, o querido “Condado dos Guarás”, minha pequena e amada Guareí, era uma vasta área verde, com poucas casas, que se aglomeravam no que hoje se conhece como “centro da cidade”. Diziam que tudo era longe, que demandava algumas horas de caminhada, até pela topografia do lugar. Explico: Guareí foi surgiu meio que dentro de um buraco, cercada por morros. Aos poucos foi se espalhando morro acima, também.

E as áreas verdes que se localizavam próximas às residências, em sua maioria eram utilizadas para a engorda de gado de corte e leite, criação de porcos, frangos entre outros ou até plantio de grãos, de onde a população subsistia. Deste modo, a criançada sofria um pouco para encontrar áreas propícias a serem os seus campinhos, os tais “estádios imaginários”. Quando muito aparecia um fazendeiro mais abastado, que gostava do esporte e queria fazer a alegria da criançada, separando uma área do seu terreno (geralmente longe do “centro”, já na zona rural do município), cercava com arames tipo “cerca paraguaia” para isolar o pasto dos animais, fincava as traves no chão e, nos domingos, ordenava os seus empregados que jogassem cal no chão, para as demarcações.

Assim era o campo do Bairro da Floresta. Apesar da distância, a calmaria da cidade facilitava as coisas: os pais, ocupados com seus afazeres, não viam riscos em deixar os filhos irem até aquele bairro, distante uns quatro quilômetros da cidade, no campo do Sêo Lauro, que além de produtor de frutas cítricas, também criava cabras.

Não havia organização, torneios etc. Era aquele tipo de partida “cinco vira e dez termina”. Tampouco uniformes. Aliás, era complicado, porque dadas as parcas condições financeiras da época, quase todos os meninos trajavam apenas calção. Os pés estavam sempre descalços e ninguém usava camisa. Era uma pobreza imensa! Mas davam um jeito. Sêo Lauro providenciava a bola, de tom avermelhado como barro. Daquelas em que a costura aparente fazia arder o couro dos pés dos meninos.

As partidas transcorriam até quase não haver mais luz. O crepúsculo era o fim de jogo. Se luz houvesse, provavelmente seguiriam jogando até bem mais tarde. Mas não era possível por dois motivos: primeiro, que Sêo Lauro não possuía recursos suficientes para trazer o abastecimento da cidade para sua propriedade. Era um custo altíssimo. Segundo porque nessa época a energia era fornecida por um gerador que parava de trabalhar por volta das 20:30 ou 21:00 e a cidade toda virava um breu só. Deste modo, quando o sol começava a se pôr, um moleque olhava para o outro como se quisesse lembra-lo do fim do jogo.

Partida encerrada, iam todos embora, as vezes mais de 30 meninos descamisados e de pé no chão, enfrentando uma estrada de terra e pedras até chegar em casa.

Ocorre que, em certa ocasião, depois de uma noite de chuva mansa, um grupo desses moleques, a maioria deles com seus 12, 13 anos, ao seguir pela estradinha de terra e tomar o rumo do campo, notou pegadas estranhas que pareciam ir em direção ao mesmo destino deles. Pararam para tentar entender. Porque poderia ser uma temível onça parda, animal que costumava vagar por aquelas terras. Um dos meninos, mais vivido, cravou: “Onça não é. Onça tem quatro patas. Isso aí tem três”, ele disse, como que se não tivesse prestado muita atenção ao que acabava de dizer. “Peraí! Três patas?” Indagou outro menino. “É… Parece mesmo…” afirmou um terceiro. E eram pegadas fundas, o que denotava pertencer a um animal pesado. E cada pata tinha três “dedos” por assim dizer. Parecia que era um ser que caminhava sobre as patas traseiras com o auxílio de um cajado ou algo do gênero. Era realmente estranho. E, levando em conta a imaginação humana, era assustador!

Ali deu-se um “encafifamento” em série. Começaram a seguir o rastro do tal bicho de três patas e três dedos. Viram que dava para a propriedade de Sêo Lauro. Eles se entreolharam e seguiram adiante. Fizeram o jogo de sempre. E contaram o ocorrido para o fazendeiro, que correu para ver as pegadas, junto dos meninos. O velho homem coçou a cabeça, sacou o cachimbo do bolso e, acendendo o fumo, sentenciou: “Isso aí tá com cara de ser o rastro do `Sete-pele´”. Sete-peles. É como os mais antigos se referem ao diabo, o coisa ruim, o encardido, o nefasto, o fedido, o cramulhão, o demônio (ou demônho na fonética correta daqui). Pronto! Já dava para dividir os times: de um lado, os de olhos esbugalhados, do outro, os de cabelos arrepiados. Fato é que foram, para casa, bem antes do crepúsculo. Muito antes, na verdade.

No final de semana seguinte, a mesma história, as mesmas pegadas… Nasceu a lenda. Sêo Lauro e a esposa, dona Nair, passaram a ter medo do tal “Sete-pele”. Passaram a fechar a casa mais cedo, inclusive. Penduravam cruzes em cima das portas, deixavam réstias de alho nas paredes, sal “bento” nos cantos da casa… Protegiam-se como podiam. A cidade inteira comentava o mistério daquele animal diferente, com três patas uma na frente e duas atrás, e três dedos. Muitos foram “analisar” as marcas no chão. Ninguém arriscava dizer o que era. Alguns mais exaltados diziam que o chão ficava cheirando a enxofre. Outros, temerosos, até faziam o sinal da cruz ao avistá-las.

O tempo passou, as marcas seguiam constantes, mas o povo e os meninos principalmente, foram se acostumando com aquilo tudo. Melhor dizendo, a expectativa que antecedia o jogo e o ardor da batalha travada em campo momentos antes por vezes os faziam esquecer de que, na ida e na volta, teriam de enfrentar aquele itinerário, podendo a qualquer momento dividir o caminho com uma criatura sobrenatural. E, num feriado de Sexta-Feira Santa, ou “Sexta-feira Maior” como dizem por aqui em referência ao dia da Paixão de Cristo, os joguinhos (quem nem deveriam ocorrer, segundo as tradições do lugar, onde naquele dia sequer o rádio era ligado) acabou durando mais do que de costume. As partidas foram tão boas que ninguém se deu conta de que o sol estava se pondo. Fim de tudo, todos os meninos comentando os lances dos jogos (aquela famosa mesa-redonda ambulante, informal e deliciosa) quando alguém se lembrou: “Pessoal, o sol foi embora. Já tá quase de noite”. “Sete-pele, Sete-pele, Sete-pele…” Era o que piscava em letras garrafais nas mentes dos incautos mancebos.

Saíram em disparada rumo a cidade. Todos, menos um. Joãozinho, com o tornozelo inchado, se arrastava. Ficou para trás. Ninguém se deu conta dele. Ficou só naquele momento em que a noite estendia um lençol negro sobre o céu. Gritou para os outros. Em vão, ninguém ouviu, porque o pânico gritava mais forte e mais alto. O jeito foi seguir no seu ritmo. Chorando, Joãozinho tentava segurar o coração que queria sair pela boca e saltar sobre as pedras do chão. Foi quando, a uns 700 metros da entrada da cidade, já no breu, viu um vulto negro imenso e intenso, mais escuro que a noite. O clima era quente, mas o menino gelou. Estático, passou a observar a criatura, rezando fervorosamente, pedindo ajuda a Deus, todos os santos, anjos, até a Flash Gordon pediu intercessão… Pediu ajuda a todos! E a criatura vindo. O barulho das cigarras, apesar de alto, não encobria o bufo da respiração do animal que parecia caminhar com sofreguidão, como se gemesse pelo caminho. Coisa horrível! “O Sete-pele vai me pegar, tô lascado!”, pensava Joãozinho, quase se borrando todo.

A criatura andou mais um pouco e Joãozinho viu chifres imensos, em V, no alto da cabeça do animal. Lembrou da figura diabólica que via nos livros da escola dominical. “Deus tenha misericórdia de mim que têno a visão do inferno agora”, recitou baixinho, com a voz trêmula. Medo. Pavor. Pânico. Joãozinho travou. Não conseguia sair do lugar. Poderia pular no mato, tentar se arrastar para longe. Não conseguiu. E o bicho vindo em sua direção… Há mais ou menos uns 30 metros de distância, já sentia o cheiro do animal. Não era enxofre. Olhou com mais atenção e viu que era grande, quase do tamanho de um garrote nelore, quase um boi. A imagem tenebrosa foi se revelando a medida em que chegava perto de Joãozinho. E, a uns 15 metros de distância, naquela escuridão, ele viu com seus próprios olhos: era um bode! Um bode preto imenso! Quase mandou às favas a sua contusão para correr. Era a personificação da besta. Os olhos do bicho reluziam no escuro. Mas aí parou para pensar e lembrou das palavras de seu pai, o Sr. Martinho, que hoje mora no céu. “Seja homem em qualquer circunstância!”. Parou e pensou com calma: “Ah, é só um bode preto e grande”.

Um bode? Sim. Era o bode manco de propriedade do Sr. Ataliba Rosa, um fazendeiro que morava no outro extremo da cidade. O animal tinha, de nascença, uma das patas dianteiras menor que a outra, e que por isso não encostava no chão. E por qual motivo o animal vagava por aquelas bandas? Para “namorar” as cabras do Sêo Lauro. Joãozinho caiu na risada. De pânico e de alívio.

É… O bode, tal qual os meninos, naquele dia não guardou o devido repouso em respeito à data santa.

Por: Paulo Martins

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Análise BR14 – Internacional 0×1 São Paulo

O São Paulo conseguiu na noite desta quarta-feira uma vitória digna de uma equipe que briga pelas primeiras posições da tabela. Em pleno Beira-Rio, o time paulista abriu o placar com Paulo Henrique Ganso no primeiro tempo, segurou o resultado como pode no restante da partida e saiu de campo com o importante triunfo por 1 a 0 sobre o Inter, que vinha de cinco vitórias seguidas sem sofrer gols, para entrar no G-4 da competição nacional.

Até então, o clube colorado só havia perdido em casa para o Cruzeiro, pela sétima rodada do torneio nacional – a única derrota no Beira-Rio havia sido para o Ceará, pela Copa do Brasil. O revés impede o Inter de assumir a liderança do Brasileiro: fica com 31 pontos, na segunda colocação. O time tricolor, por sua vez, sobe aos 29 pontos e tira o Fluminense do G-4, assumindo a terceira colocação – ainda pode ser ultrapassado pelo Corinthians, que joga nesta quinta em Itaquera contra o Goiás.

Ambas as equipes voltam a campo pelo Campeonato Brasileiro neste fim de semana. No sábado, às 18h30 (de Brasília), o time gaúcho encara o Atlético-MG em Belo Horizonte. Já os paulistas têm o clássico local contra o Santos, no Morumbi, às 16h do domingo.

Dentro das quatro linhas, Inter e São Paulo fizeram um jogo animado no Beira-Rio. Os donos da casa começaram a partida melhores e nos primeiros momentos até esboçaram uma pressão no rival paulista – na melhor chance da equipe colorada, Alex chutou forte pela esquerda e Rogério Ceni pego no susto, com os pés.

Apesar da superioridade dos gaúchos, o São Paulo se soltou aos poucos na primeira etapa. Na primeira boa chance, o clube do Morumbi conseguiu abrir o placar. Aos 34min, os visitantes pressionaram na frente e aproveitaram saída errada de Juan para inaugurar o marcador: a bola sobrou para Álvaro Pereira pela esquerda, que cruzou forte e viu a bola desviar na zaga adversária antes de cair no pé de Ganso, que chutou conscientemente para o gol.

Acompanhado do auxiliar-técnico Cebola, Dunga, técnico da Seleção Brasileira, marcou presença no Beira-Rio

Foto: Lucas Uebel / Getty Images

Inter pressiona e coloca bola na trave

A volta para os últimos 45 minutos manteve o Inter melhor em campo e com mais posse de bola. A primeira boa chance foi aos 8min, quando D’Alessandro chutou forte para grande defesa de Rogério Ceni – Rafael Moura concluiu para a rede na sobra, mas estava impedido. Ainda assim, o São Paulo era extremamente perigoso em contra-ataques: aos 18min, Pato fez boa jogada e tocou para Kaká, que chutou forte da entrada da área na rede pelo lado de fora.

O Inter seguiu melhor, e Muricy tentou mudar a equipe ao promover a estreia de Michel Bastos aos 31min na vaga de Ganso, autor do gol. Dois minutos mais tarde, o estreante cruzou para Alexandre Pato, que só não marcou, pois viu o chute parar na zaga. A mesma estratégia quase deu certo a favor do Inter: Wellington Paulista entrou aos 35min e, na primeira corrida, acertou cabeceada na trave após escanteio.

Os últimos minutos do duelo foram todos de pressão do Inter, que buscou de todas as formas igualar a partida. Aos 44min, foi a vez de Rafael Moura receber pela esquerda e chutar na rede pelo lado de fora do gol de Rogério Ceni. Mesmo com a pressão colorada, o São Paulo deixou o Rio Grande do Sul com a importante vitória fora de casa.

Fonte: Terra

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Preleção BR-14: Internacional x São Paulo

Inter x São Paulo

Dando prosseguimento a maratona de partidas, o São Paulo volta a campo logo mais e terá uma pedreira pela frente: Inter no Beira Rio. O Tricolor vem de uma vitória apertada diante do Palmeiras, afundando ainda mais nossos rivais na degola. No BR, são 2 vitórias seguidas, o que nos alavancou da 8ª para a 5ª colocação, podendo inclusive voltar ao G-4 caso o Fluminense tropece.

Mesmo com meio time fora, o time jogou bem e ganhou o clássico… não fosse o juiz teria sido 3×0. Agora teremos novamente uma lista extensa de desfalques: Douglas e Antonio Carlos, que podem voltar no fim de semana; Souza (suspenso); além de Luís Fabiano e Rodrigo Caio. Por outro lado, Osvaldo retorna de suspensão e fica no banco. Porém os inúmeros desfalques devem continuar para a próxima rodada por 2 motivos: o 1º é o grande número de pendurados (Pato e Ganso, entre outros) e o 2º motivos é, volto a bater nesta tecla, o rigor dos árbitros para com nosso time. Contra o Palmeiras, 4×1 para nós em cartões amarelos, como sempre.

Como o time jogou bem, Muricy já definiu a escalação quase 2 dias antes, sem mistérios. Paulo Miranda segue na lateral no lugar do novo Culé Douglas (quem diria hein?), Edson Silva na zaga ao lado de Toloi e por último Hudson, que finalmente terá uma chance de mostrar serviço e provar para Muricy que tem condições de ser titular do time. No ataque estamos bem servidos, não só pela qualidade de Kardec e Pato, mas acima de tudo porque eles estão desandando a fazer gols; Pato marcou 3 dos últimos 6 marcados pelo São Paulo; já Kardec costuma aparecer em jogos difíceis, como o de hoje.

Se pegássemos a tabela do Brasileirão após a Copa do Mundo, o Internacional seria o líder com 15 pontos. São 5 vitórias nas últimas 6 rodadas, pontos que alavancaram o Colorado da 5ª posição para a vice-liderança, com 31 pontos. A boa campanha se deve principalmente ao retorno do Beira Rio, onde o Inter sempre foi muito forte. Elenco bom eles já tinham desde o ano passado, mas foram mal. Porém todo ano estão entre os favoritos e nunca correspondem. A defesa não leva gols a 5 partidas… mas também não enfrentou um ataque tão forte como o do São Paulo. A base do time é composta por Dida, Juan, Alex e D´Alessandro, o maestro e principal jogador do time.

Então simbora pro jogo!! Que venha o Inter e que o Tricolor vença. Rumo ao G-4!! #3Cores1SóTorcida!!!

Por: Leandro Teixeira

 

INTERNACIONAL X SÃO PAULO

Data/Hora: 20/08/2014, as 22h00

Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre/RS

Árbitro: Grazziani Maciel Rocha/RJ

Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises/RJ e Michael Correia/RJ

Inter: Dida, Claudio Winck, Juan, Ernando e Fabrício; Ygor, Aránguiz, Alex e D´Alessandro;  Jorge Henrique (Alan Patrick) e Rafael Moura. Técnico: Abel Braga

São Paulo: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Hudson, Ganso e Kaká; Pato e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho

Transmissão: Globo e Band

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Coluna do José Renato: Um nome tricolor, Riberto.

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Um jogador épico.

Um dos atletas que por mais vezes vestiu a camisa do ‘mais querido’.

Oswaldo Riberto, o Riberto, um volante com DNA tricolor.

Começou a carreira no maior alvinegro da capital paulista, o Clube AtléticoYpiranga

Sua estreia aconteceu em 17 de junho de 1956.

Em um amistoso frente o Internacional de Bebedouro.

Não saiu mais da equipe.

Se tornou sinonimo de titular.

Foi assim durante os 9 anos com a nossa camisa.

Jogava para o time.

O chamado ‘carregador de piano’.

Tinha uma rara obediência tática.

O que todo e qualquer técnico sempre quis.

Foi essencial na conquista do estadual de 1957.

Difícil imaginar que o título viesse sem ele.

Entre os companheiros era conhecido como Britânico.

Por conta da sua pontualidade.

Em campo, sempre se antecipava na jogada.

Chegava no momento certo.

Um baita marcador.

Fora de campo, um exemplo de profissional.

Era sempre o primeiro a chegar aos treinos.

Esteve presente em outro grande momento de nossa história.

A inauguração do maior estádio particular do mundo construído com recurso próprio.

Riberto Tricolor

Por 478 jogos, com 252 vitórias.

19 gols marcados.

E um nome para sempre tricolor.

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Com Rogério e Hudson, Muricy define escalação

Hudson

O goleiro Rogério Ceni está confirmado para o duelo contra o Internacional, nesta quarta-feira (20), em Porto Alegre, válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2014. Na manhã desta terça (19), no Centro de Treinamento da Barra Funda, o técnico Muricy Ramalho encerrou a preparação da equipe e esboçou a escalação para o confronto contra os gaúchos.

O goleiro Rogério Ceni, que havia deixado o Pacaembu com dores musculares na coxa direita, após a vitória sobre o Palmeiras (2 x 1) no último final de semana, treinou normalmente e mostrou que não será problema para o embate no Rio Grande do Sul.

Realizando todos os movimentos normalmente após trabalhar no REFFIS na segunda(18), o capitão pôde ajudar o treinador a orientar a defesa nas atividades desta manhã, que esboçaram a provável formação do time são-paulino. Sem poder contar com o volante Souza, suspenso pelo terceiro cartão amarelo na competição nacional, Muricy apostou na entrada de Hudson.

Dessa forma, o time titular aprimorou as cobranças de bolas paradas nesta quarta com Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Hudson, Paulo Henrique Ganso e Kaká; Alexandre Pato e Alan Kardec. Durante o treino, o comandante orientou os atletas e corrigiu o posicionamento da equipe nas faltas e escanteios.

Na sequência, Muricy reuniu o time no centro do gramado e teve uma longa conversa com os seus comandados, que ouviram as análises do técnico sobre o Internacional. Depois, para poderem descontrair, os jogadores puderam disputar o tradicional recreativo, que terminou com vitória da equipe cinza – capitaneada por Rogério, Ganso e Pato -, por 4 a 3, na ‘prorrogação’.

Para fechar o produtivo dia de atividades no CT da Barra Funda, o elenco aprimorou a pontaria com finalizações de fora da área. Com 26 pontos, o São Paulo ocupa a quinta colocação no Brasileirão e segue na cola do G-4. O adversário desta quarta, o Internacional, está no segundo lugar, com 31 pontos ganhos.

Fonte: Site Oficial

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Megafone: Vida Dura

megafone

Espécies, especiações, política e o fim do futebol

O Brasil anda tão ruim de futebol que os técnicos são especiações. Isso mesmo, especiações. Pra você que não sabe o que é uma especiação, basta lembrar dos trabalhos de Darwin na ilha de galápagos, quando encontrou pássaros com características muito especiais

Aqui se joga algo muito específico, endêmico, diferente do futebol do mundo. Com isso, os jogadores “selecionados” seguem esta triste linha evolutiva. O resultado todos nós conhecemos: O Técnico do PaRmera quer tocar, jogadores não sabem. Técnico do SPFC quer passar e não quer mais jogar bola na área e os jogadores não entendem. Técnico pede para diminuir campo de jogo e fazer triangulo, para ter bola de ataque ou de escape, para trás e ai, eles jogam no goleiro. Ai o técnico do Internacional, sabendo da especiação e das “espécies” de jogadores, consegue ganhar vários jogos em sequencia. Sabe o que é o pior: Sem vergonha nenhuma, com um argumento muito simples: O importante é a vitória, a qualquer custo.

O custo já existe e estamos pagando por ele, pois a coisa está tão complicada que ao convocar as seleções de base, não buscam os jogadores nos times nacionais, mas nos internacionais. Será que dá pra salvar uma geração assim? Pouco provável e se acontecer, será um milagre. E o pior, pois ai a situação se inverte: o Técnico pede pra jogar bola na área, os jogadores querem tocar, pois “aprenderam” desta forma nas “categorias” de base fora do país.

A pergunta é: Tem jeito de resolver? Claro que tem e sabemos como fazer, porém, a preguiça e o descaso não deixam. Claro, o fato de se indignar e jogar a culpa no outro também ajuda.

Bem, pelo menos ganhamos o nosso primeiro Nobel, na matemática e se comparar com a Alemanha, agora só falta 100 para alcançá-los, ou algo neste sentido. Levamos mais uma lavada.

Viva a seleção natural. Darwin continua mais moderno que a TV pirata e o horário político

Por: José Roberto

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