Contente, Antonio Carlos renova com o São Paulo

Antonio Carlos

O técnico Muricy Ramalho e a torcida são-paulina têm motivos para comemorar. Homem de confiança do treinador, o experiente zagueiro Antonio Carlos renovou o seu contrato com o clube até dezembro de 2015 e, assim, continuará defendendo o Tricolor na próxima temporada.

Para evitar qualquer surpresa e perder o atleta, a diretoria do clube se antecipou e tratou de prorrogar o vínculo do defensor, que encerrava no final do ano. Maior zagueiro-artilheiro na história dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro, adotado desde 2003, com 27 gols, o camisa 4 festejou a garantia de sua permanência no São Paulo.

“Fico muito feliz, porque em tão pouco tempo consegui uma grande sequência de jogos e ainda marquei alguns gols (risos). O acordo me deixou ainda mais animado, já que criei uma rápida identidade com o clube. A renovação me deixou feliz e, agora, tenho mais tempo para poder buscar títulos. Só fica marcado na história quem ganha troféus”, afirmou o atleta.

Contratado durante a temporada de 2013, Antonio Carlos logo caiu nas graças do torcedor e se firmou no time. Na temporada passada, o marcador disputou 21 jogos e balançou as redes cinco vezes. Este ano, ainda mais assíduo, o jogador esteve presente em 29 partidas e anotou seis gols.

Com 50 jogos pelo Tricolor e 11 gols marcados, o defensor quer escrever o seu nome no clube. “Quando cheguei ano passado, a situação era difícil no Brasileiro, mas conseguimos reverter. Agora, as coisas estão mais tranquilas e isso é importante para o trabalho no dia a dia”, completou o atleta, que completou.

“Estou muito feliz aqui e tomara que a nossa equipe consiga permanecer na briga pelo título. Essa renovação será minha disposição extra para continuar me dedicando”, finalizou Antonio Carlos, de 31 anos, que é um dos atletas mais experientes do elenco são-paulino.

Após nove rodadas do Campeonato Brasileiro, o São Paulo ocupa a quarta colocação, com 16 pontos. Até aqui, foram quatro vitórias, quatro empates e apenas uma derrota (16 gols marcados e 12 sofridos). Quando a bola rolar novamente na maior competição nacional, o Tricolor entrará em campo no dia 16 de julho, contra o Bahia, na Arena Fonte Nova.

Fonte: Site Oficial

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Copa do Mundo2014 – BRASIL 1(3)x1(2) Chile – Análise, Notas, BC e BM

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EXPECTATIVA…

A Copa do Mundo, de verdade, começa hoje. E contra o adversário que Felipão queria evitar nessa fase. Não há mais espaços para erros. Fernandinho no lugar de Paulinho é um alento. O retrospecto contra chilenos em Copas do Mundo, outro. Mas o momento do adversário, como time, equipe, é melhor. A situação demanda cuidados, porque eles vêm para matar, embora o escriba ache que irão morrer. Eles, os vermelhos.

… REALIDADE

Primeiro Tempo

O escrete canarinho, tal qual um boxeador em início de combate, iniciou os trabalhos estudando a equipe chilena. Os vermelhos marcariam a saída de bola, como de fato o faziam. Marcelo tratou de assustar em chute de longe aos 5 minutos. O Chile respondeu na mesma moeda, com Vidal, no lance seguinte. O jogo era intenso, e o Chile jogava pelas laterais, aproveitando bobeadas de Daniel Alves. O Brasil apostava nos desarmes no meio e na saída rápida com Luiz Gustavo. Neymar, já ostentando uma “laranja” na altura do joelho, fruto de uma entrada dura no início do jogo, jogava com dores. Contudo, aos poucos o camisa 10 ia entrando no jogo. Porque aos 15 ele arrancou e por pouco não criou a jogada do primeiro gol da partida.

Na média, o Chile era 5cm mais baixo que o Brasil. E o gol brasileiro veio pelo alto. Depois de escanteio cobrado, Thiago Silva desviou de cabeça e Jara fez contra, embora a arbitragem tenha creditado o gol para David Luís. 1×0! Apesar do gol, o Brasil dava espaços, deixava de propor o jogo e se contentava com o contra-ataque. Era pouco e perigoso. Àquela altura, o Chile ostentava preocupantes 62% de posse de bola…

Mesmo com toda a posse de bola, o Chile não conseguia atacar. Porém, numa saída errada aos 32 minutos, Hulk devolveu curto e a bola sobrou para Vargas. Este presenteou Alexis Sanchez, que saiu na cara de Júlio César e empatou. 1×1! Taticamente a defesa era quase perfeita, mas seria preciso jogar em contingência para suprimir o diabo da instabilidade que poderia se abater sobre o time. Neymar, sempre ele, tratou de carimbar a trave de Bravo aos 35, depois de desvio com as mãos de Silva. Era como que se quisesse mostrar que o Brasil viria para cima.

Fred perdeu um gol sem goleiro aos 39, daqueles imperdíveis, ainda mais em jogo eliminatório de Copa do Mundo. Daniel Alves exigiu boa defesa de Bravo, em chute de longe. Era o Brasil querendo mais volume de jogo, algo que passava pela aparição de Oscar, sumido na partida. Ele e Fred! As bobeadas na saída de bola apareciam com frequência e preocupavam, porque o Chile era um time forjado para jogar assim. Aos 45 minutos, Luiz Gustavo quase pôs tudo a perder e por pouco o Chile não vira na frente. Foi o fim do primeiro tempo.

Segundo Tempo

Sem alterações, o escrete canarinho voltou para o segundo tempo. E na primeira oportunidade em que a troca de passes apareceu, Fernandinho assustou em chute da intermediária, aos 3 minutos. Sete minutos depois Hulk foi lançado, passou pela zaga e tocou para o gol. A bola entrou, mas a arbitragem julgou que o atacante brasileiro usou o braço para fazer o domínio da bola. O Brasil dava espaços e o Chile era melhor. Mal posicionada, a seleção abusava das faltas e sofria, não ficava com a bola e era engolido pelos chilenos, muito superiores em campo. Verdade seja dita, depois do lance do gol anulado de Hulk, o Brasil não passava do meio-campo.

Tanto que depois de belíssima triangulação dos chilenos, Aránguiz forçou Júlio César a fazer um milagre. Ou algo mudava, ou o jogo sequer chegaria à prorrogação. Jô foi o escolhido para entrar aos 20, no lugar de Fred. Sumiu todo mundo de campo. O Brasil não via a cor da bola. Ou Felipão mudava algo, ou a copa acabaria. Ramires foi chamado para o lugar de Fernandinho. Não sendo problema físico, o treinador fazia outra bobagem. Mas parecia que o Chile não estava compreendendo o momento, pois parou de jogar. Queda física? Provavelmente.

Hulk arrancou pela esquerda e cruzou com perfeição para Jô, mas o centroavante, com todas as condições de marcar, furou, aos 30. Neymar quase marcou de cabeça aos 36, depois de lançamento de Daniel Alves. E a seleção chilena morreu em campo. Porque de uma hora para outra só dava Brasil. Aos 39, Hulk recebeu dentro da área e encheu o pé. Bravo fez milagre! Mas, mesmo sem pernas, seguia melhor. Era uma das piores partidas do Brasil desde que o escriba se conhece por gente. Só não estava pior pela falta de pernas. Tacanho, amedrontado, superado, omisso, covarde, sem noção do que fazer em campo, sem identidade. Era o Brasil, um time que ansiava pelo fim do jogo para não perder.

Que, graças a Deus, chegou.

Prorrogação

Primeira Etapa

Hulk começou querendo incendiar o time e foi para cima. Sofreu falta, que deu em nada. Era um jogo de xadrez, dadas as condições físicas dos times e pelo que valia. A partida ficava mais lenta e o duelo era mais físico e mental do que qualquer outra coisa. Hulk era o melhor do Brasil e não fosse por Bravo, o time brasileiro estaria na frente.

O Chile, por sua vez, pregado, se arrastava em campo e rezava pelos pênaltis. Medel claramente não tinha mais condições de andar, porém se lançava a correr. Era comovente, até. Mas Daniel Alves quis tornar as coisas ainda mais difíceis e fez falta boba no fim da primeira etapa. Alexis Sanchez cobrou forte, para fora. Fim da primeira etapa da prorrogação.

Segunda Etapa

Felipão colocou Willian no lugar de Oscar, quando era Jô, na opinião do escriba, quem deveria sair. O Brasil queria jogar, o Chile não. Porque os chilenos que caíam, no chão ficavam. O Brasil tentava se impor por sua melhor condição física, mas não conseguia mais chegar ao gol de Bravo. Jô fazia todos sentirem saudade do inoperante Fred.

Se o Chile desejava, a seleção brasileira parecia aceitar os pênaltis. Mas num daqueles lances de matar, Alexis Sanchez apareceu na frente da zaga e carimbou o travessão de Júlio César, aos 16. Ramires revidou aos 17, em chute perigoso de fora da área.

Fim da prorrogação. Pênaltis. Se a vantagem na prorrogação era do Brasil, pela questão física, nos pênaltis era do Chile pela questão emocional, mentalmente muito mais inteiros pelo jogo que fizeram. Oremos!

PÊNALTIS

Júlio César chorava. Bizarro. O ar do Mineirão era o mais denso do planeta, naquele momento. Era hora da reviravolta, ou só restava a opção da queda.

David Luiz cobrou o primeiro e marcou. Pinila cobrou e Júlio César defendeu. Pressão sobre o Chile. Willian foi para confirmar a vantagem e mandou para fora. Alex Sanchez foi para empatar mas Júlio César não deixou. Foi uma senhora defesa! Era o herói? Marcelo foi e confirmou a vantagem. Aranguíz foi para a bola com o peso do Chile nas suas costas. E mandou no ângulo. Hulk chutou no meio e Bravo defendeu.Díaz correu e empatou a série. Neymar veio para a cobrança e marcou. Jara carimbou a trave, formalizou o 3×2 e classificou o Brasil, que mesmo trôpego, vai às quartas. Hoje, não tem as mínimas condições de ganhar a Copa. Ou algo novo acontece dentro do grupo, ou cairemos nas quartas.

NOTAS

JÚLIO CÉSAR: Demorou para “cair” no gol de Alexis Sanchez. Depois, foi herói. 10!

DANIEL ALVES: Deu o que tinha, mas tinha pouco. Foi uma avenida. 4

THIAGO SILVA: A defesa sofreu pela péssima saída de bola. Não comprometeu, mas esteve longe de ser brilhante. No momento ruim do time, também não foi o líder que o time precisava. 5

DAVID LUIZ: O que foi escrito sobre seu parceiro de zaga, serve para ele também. Todavia, teve muita raça e personalidade para abrir a série de cobranças de pênaltis. 6,5

MARCELO: Assim como Daniel Alves, sofreu demais com os avanços de Alexis Sanchez. 4

LUIZ GUSTAVO: Ainda que tenha sido o pilar do meio-campo da seleção nesta Copa, hoje não fez uma partida brilhante. Bobeou na saída de bola e sofreu com a marcação avançada do Chile. 5,5

FERNANDINHO: Bem no último jogo, neste não se encontrou. Entradas violentas e pouco futebol. 4,5

RAMIRES: Entrou para fortalecer o meio-campo. Não foi o que ocorreu. Se houve alguma melhora, foi mais pela queda física do Chile do que pelas características dele, que fez pouco. 3

OSCAR: Sumido, ineficiente e omisso. O pior do time, junto com Jô e Fred. 2

NEYMAR: Tomou uma pancada no começo da partida que pareceu ter prejudicado seu rendimento. Apresentou algum desequilíbrio emocional e não foi eficaz na frente. 5

HULK: Esforçado. Ajuda na marcação, mas na frente, que é seu ofício, está devendo. Na prorrogação, foi o jogador mais perigoso. 5

FRED: Esteve em campo? 2

JÔ: PELOAMORDEDEUS! 2

FELIPÃO: Tem um trabalho monstro pela frente. Porque a continuar desse jeito, sairemos nas quartas. Mas, ao que parece, não fará as modificações necessárias para fazer o time se encontrar. O que se sucedeu no jogo de hoje foi gravíssimo, o retrato de um time destreinado e fraco emocionalmente, que só passou por sorte esporádico bom desempenho individual de alguns atletas. A bola da vez foi Júlio César. E amanhã, haverá outro? Coletivamente, a seleção inexiste. Tomou um baile de Sanpaoli e precisa parar de achar que está tudo bem. Ou muda, ou morre. Mas, ao que parece, morrerá abraçado com suas convicções, por mais que seja estapafúrdias, retrógradas que sejam (e são!), sem conseguir enxergar os fatos. 2

 

BOLA CHEIA

*** A classificação com ares de drama.

*** Júlio César.

 BOLA MURCHA

*** Felipão, Fred, Jô…

*** A péssima atuação da seleção brasileira depois do gol do Chile. Dali adiante, foi um baile chileno. Taticamente, tecnicamente e emocionalmente fomos engolidos. Sorte da seleção brasileira que as pernas chilenas sucumbiram.

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Preleção Copa 2014 – Brasil x Chile

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Agora é realmente pra valer. Acabou a fase classificatória, Brasil ficou em primeiro de seu grupo e agora enfrenta o Chile, em jogo válido pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo.

A novidade no time Brasileiro é Fernandinho. Depois de muitos pedidos, protestos Felipão cede e escala o volante do Manchester City no lugar de Paulinho, que nessa Copa não compareceu e só comprometeu. David Luiz era tido como dúvida mas vai pro jogo!

Do lado Chileno, o técnico Jorge Sampaoli contará com força máxima.

Destaques:

Do lado chileno, a expectativa de aprontar para cima dos donos da casa é grande. Tidos como pertencentes a uma das melhores gerações do país no futebol, os jogadores querem apagar a imagem de fregueses brasileiros e surpreender no Mineirão.

Alexis Sanchez, principal craque do time e companheiro de Neymar no Barcelona, disse que o Chile que fazer história nesta Copa.

— Estamos no mundial para fazer história. Já ganhamos dos campeões do mundo. Tivemos um tropeço contra a Holanda, mas será outro jogo diante do Brasil. Esperamos ganhar e seguir avançando atrás do sonho de conquistar o titulo.

Chegou a hora da seleção mostrar a que veio. Agora é realmente pra valer e um erro pode resultar na desclassificação. Por outro lado, o Chile é nosso freguês. E a amarelinha? Ah, essa pesa demais.!

Vai Brasil! Rumo ao Hexa!

Por: Kátia Firmino

Brasil x Chile

Estádio: Mineirão

Horário: 13:00

Provavél Brasil: Júlio César; Daniel Alves (Maicon), David Luiz (Dante), Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho) e Oscar; Hulk, Neymar e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Provável Chile : Bravo; Silva, Medel e Jara; Isla, Aránguiz, Díaz, Vidal e Mena; Sánchez e Vargas. Técnico: Jorge Sampaoli

 

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De férias, Kaká desconversa sobre ida aos EUA e empréstimo ao São Paulo

Kaka

Kaká está no Brasil para assistir à Copa do Mundo. Nesta sexta, durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro, o meia foi questionado sobre o seu futuro, mas desconversou. O jogador está sendo negociado com o Orlando City, dos Estados Unidos, onde deve se apresentar em março de 2015. Até lá, ele poderá ser emprestado ao São Paulo. O desfecho da negociação, porém, foi adiado para a semana que vem.

– Todos os anos se especula sobre o meu futuro. Já virou parte da minha história – disse Kaká, dizendo que sua programação só prevê a reapresentação ao Milan, no dia 9 de julho.

O pai de Kaká já esteve reunido com o São Paulo. Há, inclusive, acordo com relação a salários. O que falta é a liberação do Milan para o Orlando City – o clube americano e o Tricolor já entraram em acordo para que o meia fique emprestado ao clube do Morumbi até o início de 2015, quando recomeça a liga americana.

Uma cláusula no contrato do meia com o Milan previa liberação caso o Milan não se classificasse para as principais competições europeias.

Fonte: globo.com

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SÉRIE : SOMOS TODOS CAMPEÕES

Palhinha

Eu estava há cinco anos no América-MG, e já não via muito mais o que poderia acontecer na minha carreira, sempre os anos passando e as promessas de compra do meu passe seja pelo Cruzeiro-MG ou Atlético-MG e que nunca aconteceram. Foi uma surpresa muito grande quando recebi a noticia – dada pelo presidente do América – que havia acabado de chegar da cidade de São Paulo, me dizendo que tinha acertado meu empréstimo, junto com o lateral-esquerdo Ronaldo Luiz, ao São Paulo Futebol Clube. De inicio foi difícil de acreditar, mas era de verdade.

Não acreditava quando entrava no Estádio do Morumbi e me ver como jogador do clube. Meu melhor momento no Tricolor foi quando eu assinei o meu primeiro contrato.

Eu fiquei conhecido por atuar com a camisa número 9, mas o número para nós não representava a posição que atuaria dentro de campo. Tínhamos que ter os números nas costas, e o 9 era o meu. Para os adversários até poderia significar que eu era centroavante (pelo meu porte físico era difícil imaginar isso), mas para nós isso não significava muita coisa.

Para muitos são-paulinos eu formei com o Raí a melhor dupla de ataque da história do clube. As tabelas não eram ensaiadas, elas surgiam naturalmente. Tem coisas no futebol que não tem como ensaiar, acontecia porque o Raí era inteligente e era menos difícil de fazer uma tabela, e na verdade eu ainda não vi nada igual. Não tem como você ensaiar uma tabela, você faz alguns treinamentos de toque de bola com movimentação, mas no jogo quando as situações aparecem é que você busca o espaço para realizar esse tipo de jogada.

Uma das minhas jogadas mais características eram o corta-luz e o passe de primeira. É dom natural que você vai se aperfeiçoando com o treinamento, pra mim era uma coisa normal de acontecer. E olha que muitas vezes não queria treinar, mas eu tinha que fazer e valeu muito a pena, tive a sorte de ter treinadores espetaculares que me motivavam a continuar treinando.

A camisa do São Paulo não é para qualquer um.

Eu tinha um pouco de qualidade técnica, e fui me aprimorando e me cuidando dia-a-dia, e eu não deixava de seguir tentando ser melhor a cada dia e isso pode ser que tenha me ajudado na minha caminhada e no respeito do Telê Santana em me manter no clube. Eu não tinha medo de errar, e por isso eu acertava um pouco mais, do que errava.

Eu me preparava como se fosse meu último jogo, e quando eu entrava em qualquer campo para jogar, passava a funcionar outra máquina dentro de mim, eu sabia da minha importância dentro do grupo e tinha que ser frio, saber que eu iria errar uma jogada ou outra, mas não afinava e seguia tentando fazer meu trabalho. Mesmo quando errei o pênalti na finalíssima da Taça Libertadores da América (94), eu me senti com o no meu dever cumprido, porque eu não ia deixar de cumprir a responsabilidade que era minha, de ir e cobrar o pênalti, como muitos fazem. Claro que fiquei bem chateado. Queria ter ganho a Libertadores de novo, mas não perdemos por causa do pênalti, perdemos porque não ganhamos o jogo no tempo normal.

Infelizmente perdi, e bateria de novo quantas vezes tivesse que bater o pênalti.

Tenho muito respeito e gratidão pelo São Paulo Futebol Clube, foi o clube que me projetou mundialmente, e agradeço por ter tido a oportunidade de estar lá no momento certo com diretoria certa, comissão técnica certa, jogadores certos e todos os funcionários certos na minha época. Privilegio para uma minoria.

Principalmente naquele time de 1992, todos eram bem amigos e nos falamos sempre quando é possível, tínhamos uma amizade muito grande fora e dentro de campo. E assim o time se tornou tão campeão. O melhor era o meu time. Os outros times é que tinham obrigação de ganhar da gente, e era bem difícil de acontecer isso.

Era muito divertido ganhar dos adversários, quando eu jogava me divertia sempre com responsabilidade, porque eu era feliz dentro de campo.

Qualquer resposta que eu der a respeito do que significou jogar no São Paulo Futebol Clube e viver tudo o que vivi naquele período, não vou conseguir traduzir o que representou e representa até hoje. Espetacular, e só o futebol poderia me dar esta oportunidade.

 

 

Rafael Spaca é editor-fundador do blog Os Curtos Filmes (http://oscurtosfilmes.blogspot.com.br/) e apresentador do programa Zootropo (TV Cronópios). 

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Muricy aprova postura e mentalidade da equipe em jogo-treino

Mais do que o próprio resultado no jogo-treino contra a jovem equipe do Ocala PDL-EUA, que terminou com goleada do Tricolor por 11 a 1 na manhã desta quinta-feira (26), o técnico Muricy Ramalho aprovou a postura e mentalidade da equipe. Marcando a saída de bola do adversário e sem deixar espaços, o time são-paulino soube neutralizar os norte-americanos e construir a vitória.

Para encarar os rivais, o treinador promoveu algumas alterações em relação ao embate com o Jacksonville-EUA (10 x 0) e testou uma nova formação, com Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antonio Carlos e Lucas Evangelista; Souza, Maicon e Paulo Henrique Ganso; Douglas, Alan Kardec e Ademilson.

Com variações táticas, já que os atletas seguiram as orientações do comandante e alternaram constantemente a movimentação, o São Paulo conseguiu deixar boa impressão nos jogos-treinos que realizou no Omni Resort at Championsgate, já que na última terça-feira (24) os brasileiros haviam batido o Jacksonville-EUA por 10 a 0.

“Esse tipo de formação dá mais segurança aos laterais, já que temos uma linha de quatro atrás e um centroavante por dentro. É importante que o time tenha várias maneiras de jogar, porque podemos usar isso no futuro. A atuação da equipe foi excelente e os jogadores se sentiram bem com mais essa forma de jogar”, avaliou técnico.

Com gols de Alan Kardec, Maicon, Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato (3), Osvaldo (2), Edson Silva, Boschilia e Ewandro, o Tricolor mostrou que chegará forte no segundo semestre em busca dos títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. Por isso, Muricy quer que a sua equipe mantenha a pegada da intertemporada após a disputa da Copa do Mundo de 2014.

“O futebol de hoje é assim. Você não pode deixar o adversário jogar, e os jogadores estão colocando isso na cabeça. Aos poucos, os brasileiros estão se acostumando com isso, porque é cobrado nos treinamentos assim como é feito na Europa. Tem que pressionar o tempo todo e não deixar o jogador rival pensar. Isso requer muita conversa e treino, porque é fundamental melhorar essa parte”, acrescentou.

Fonte: Site Oficial

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Parabéns Rodrigo Colturato/Coluna do Paulo Martins: Uma máquina do tempo movida a pasta e vinho!

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Hoje é aniversário desse grande amigo, que está sumido mas sabemos que é dos nossos.
Um cara sensacional, super paizão, bom marido e um grandioso Tricolor.

Acreditamos que seu sumiço do Blog tenha um motivo: Denis Torres. Sim, esse vendedor de camisas falsificadas deve ter aplicado algum golpe no coitado e agora o amigo está traumatizado.

Mas, tudo bem! A gente entende e vai dar um sumiço no comedor de pastel. Pode aguardar, Coltu!

Ahahhahahahahhaha

Brincadeiras a parte (sorry , Denão!) desejamos que você tenha um dia ultra especial e que sua vida seja repleta de coisas boas. Você merece e faz por onde. Seja feliz, amigo.

Um forte abraço!
Amigos do Blog do São Paulo
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pmartins

 

O domingo de sempre. Exceto pela ausência de minha irmã, que foi morar em Campinas há alguns anos – foi um almoço como nos velhos tempos: eu e eles, meu pai e minha mãe. Uma boa pasta, um vinho honesto e aquele cheiro de infância que sempre me envolve em momentos como aquele.

Juntos, embarcamos na máquina do tempo que desenvolvemos e cuidamos com carinho: a mesa. Cada um falava uma passagem em comum dos três e o assunto se desenvolvia como se fosse tema de redação para vestibular, com a diferença de que, ali, tratava-se da história de nossas próprias vidas. Da vida do escriba, precisamente. E a baila foram postas histórias dos tempos de escola, da merenda, dos amigos, das namoradinhas, das brigas, dos tombos de bicicleta, das traquinagens… Tudo era posto ali, sobre a mesa, como um banquete em que eu me deliciava. E aqui um parêntese necessário: é realmente curioso o poder que relatos do passado têm para trazer ou reavivar memórias na nossa mente. Incrível!

E, dentre essas lembranças, uma em especial me emocionou bastante. Foi no dia em que meu pai me presentou com uma bola de futebol. De supetão, meu pai lançou na mesa aquela ocasião como um jogador de poker faz com uma quadra de ases, ganhando o jogo e quebrando a banca. Num estalar de dedos fui transportado àquele inverno de 1986, quando meu pai chegou de viagem (ele, contador, duas vezes por semana atuava junto ao INSS de uma cidade vizinha como representante não remunerado do condado, auxiliando moradores locais desassistidos a requerer e conseguir suas aposentadorias). Me lembrei do som do motor do carro parando de funcionar na garagem. Me lembrei até do tom levemente avermelhado no céu daquele fim de tarde. Como que por encanto, os odores da época impregnaram as minhas narinas. A gasolina recém queimada e o cheiro daquela vida que ficou para trás, de que eu tenho saudade.

Então ele abriu a porta do carro e saiu. Numa das mãos, carregava a mala que transportava os documentos e os pedidos de descanso dos meus conterrâneos cansados da labuta ou impossibilitados de lutar. Na outra, uma sacola branca. Sorridente, jogou a mala aos pés da porta da cozinha se ajoelhou e gritou meu nome. Corri ao encontro dele e o abracei, como ainda faço hoje. Então ele disse: “Estava saindo da repartição e passei em frente à loja de artigos esportivos. Vi isso aqui e comprei pra você”. E me entregou aquela sacola branca. Meio atrapalhado, recebi aquele pacote e abri. E aquela bola não saiu simplesmente daquela sacola. Ela nasceu dali, tenho certeza. Eu a vi nascer… Uma “oficial número 5”! Branca, com gomos de cinco pontas brancos e pretos. Era daquelas tradicionais, parecidas com as que foram utilizadas no México, em 1970. Tinha alguns carimbos em dourado com suas especificações e por quem era homologada.

Instintivamente, tomei-a com as duas mãos e a cheirei. Não sei explicar o porquê do gesto. Talvez uma tentativa de eternizar o momento, que eu queria que durasse para sempre, numa época de parcos recursos tecnológicos capazes de documenta-lo. Considerando que eu acabara de ter descoberto a vivacidade daquilo tudo na mente, até hoje, como cheiro do capotão de couro, penso ter dado certo! Ali descobri que saudade tem cheiro.

E como uma história puxava outra, veio à tona o primeiro troféu, ainda nos tempos de escola, no torneio da Semana da Pátria, futebol de salão, onde formávamos times para cada sala, as vezes mais de um, dividíamos em chaves para jogos eliminatórios com a final ocorrendo no último dia de aula anterior ao feriado de 7 de setembro. Era bem organizado, feito pela equipe de professores de educação física da escola, com dispensa dos alunos das aulas para assistir aos jogos. A quadra ficava lotada, havia torcida, o maior barato. Confesso que nunca fui bom atuando “na linha”. Já no gol, modéstia à parte, para os padrões amadores eu joguei muito, tenho bons reflexos e minha mãe soube disso pelo meu pediatra, horas depois do parto, segundo ela pelas notas do exame “Apgar”. Aquele troféu foi de goleiro menos vazado do torneio de 90, me lembro bem.

Vieram os tempos de futebol de campo, hora no gol, hora na zaga, as viagens, os causos dessas viagens, como quando meu pai lotava o carro e nos levava, eu e meus amigos, para jogar nas cidades vizinhas. Tínhamos um treinador que atendia pelo apelido de Cachimbo. Imagino ser porque só perdíamos, na gíria da bola, pelo fato de sempre “levarmos fumo”. Se bem que esse apelido era mais antigo do que ele próprio, um sujeito lendário na cidade. Hoje vejo que ele era e ainda é um vencedor por levar adiante aquele time, aquele sonho, mesmo com as pífias condições que tínhamos na época, sem dinheiro, sem apoio algum de ninguém, exceto de nós mesmos e nossos pais.

Conforme aquela conversa ia evoluindo, fui compreendendo que o futebol, de certo modo, é como a vida. É uma guerra! Hora se está por cima, hora por baixo. Ganha-se e perde-se. Há fases. Há momentos em que você está solto, voando e em outros, vive às turras com o acabrunhamento e desanda a fazer “mércias”. Divide-se a bola, disputa-se espaços, luta-se ferozmente, tudo revertido em empenho para levar algo para a casa. Batalha-se por reconhecimento, convive-se com o erro e com o acerto, com a graça e a desgraça, espirais negativas e positivas, com desentendimentos, uma porção de tombos, hematomas, esfolados (as vezes algumas fraturas graves e até a morte), suor derramado em bicas… Grandes lições! A melhor delas, provavelmente, seja aquela de que o trabalho duro e em equipe é capaz de realizar prodígios. Aprende-se que o futebol é uma caixinha de surpresas, mas que há critérios também, dentre eles o mérito, onde quem treina mais joga melhor, afinal ninguém dá o que não tem. E aprende-se muito sobre resignação, sobre serenidade em aceitar os fatos. Porque mesmo fazendo tudo corretamente, há um fator capaz de colocar tudo por terra: o imponderável.

E me espantei como eu, criança, nunca seria capaz de compreender ali, naquela época em que tudo não passava de divertimento ou, no máximo, de uma tentativa de ser aceito, ter alguma fama local etc. E será que algum de nós, crianças naquela época, tinha consciência disso? Duvido que sim. Ao menos não conscientemente.

O vinho acabou e chegamos à conclusão que o esporte é, sim, uma boa escola. Que o sujeito pode sim ser moldado para ser um bom ser humano, que é possível mudar o destino de alguém através do esporte. Eu, graças a Deus, não precisei disso. Contudo, é difícil alguém passar incólume a essas tantas lições, a tantas transformações oferecidas em cada lance, em cada treino, em cada jogo, tendo apoio, assistência e direcionamento corretos.

Viva o futebol!

Por: Paulo Martins

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Colômbia atrai dezenas de jornalistas ao CFA

Durante as atividades no Centro de Formação de Atletas Laudo Natel, em Cotia, casa da Seleção Colombiana na Copa do Mundo de 2014, é comum ver jornalistas do país acompanhando os trabalhos comandados pelo técnico José Pékerman. No entanto, a classificação da equipe para as oitavas de final da competição ganhou atenção especial da imprensa brasileira.

Na tarde desta quarta-feira (25), na reapresentação dos atletas após a goleada sobre o Japão por 4 a 1 na última terça (24), dezenas de repórteres do Brasil foram ao CFA ver de perto o excelente trabalho feito pelos colombianos na competição mundial até aqui.

Para garantir a sua permanência no torneio, a ‘La Tricolor’ venceu as três partidas que disputou no Grupo C. Além de bater os japoneses, os sul-americanos venceram a Grécia (3 x 0) e Costa do Marfim (2 x 1). Pela frente, a Colômbia terá um rival que cresceu no decorrer da Copa. Após estrear com derrota na competição, quando perdeu para a Costa Rica (3 x 1), a Celeste se recuperou e conquistou a suada vaga ao derrotar os ingleses (2 x 1) e os italianos (1 x 0).

Na coletiva desta tarde na casa de treinamentos das categorias de base do São Paulo, foi comum ver profissionais de imprensa brasileiros elogiarem a campanha dos ‘Los Cafeteros’. O experiente zagueiro Mario Yepes e o atacante Jackson Martínez foram os escolhidos para falarem da partida contra o Uruguai, que será disputada no próximo sábado (28), no Maracanã, e explicarem como a equipe conseguiu ser uma das sensações da Copa na fase de grupos.

Pela primeira vez na história, a Colômbia busca a sua participação nas quartas de final da Copa, já que nas quatro participações anteriores os sul-americanos foram eliminados ainda na fase de grupos ou nas oitavas. Na edição deste ano, porém, a equipe do técnico José Pékerman fez bonito e garantiu um lugar na próxima fase com certa facilidade.

Fonte: Site Oficial

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SÉRIE: SOMOS TODOS CAMPEÕES

Palhinha

Eu estava há cinco anos no América-MG, e já não via muito mais o que poderia acontecer na minha carreira, sempre os anos passando e as promessas de compra do meu passe seja pelo Cruzeiro-MG ou Atlético-MG e que nunca aconteceram. Foi uma surpresa muito grande quando recebi a noticia – dada pelo presidente do América – que havia acabado de chegar da cidade de São Paulo, me dizendo que tinha acertado meu empréstimo, junto com o lateral-esquerdo Ronaldo Luiz, ao São Paulo Futebol Clube. De inicio foi difícil de acreditar, mas era de verdade.

Não acreditava quando entrava no Estádio do Morumbi e me ver como jogador do clube. Meu melhor momento no Tricolor foi quando eu assinei o meu primeiro contrato.

Eu fiquei conhecido por atuar com a camisa número 9, mas o número para nós não representava a posição que atuaria dentro de campo. Tínhamos que ter os números nas costas, e o 9 era o meu. Para os adversários até poderia significar que eu era centroavante (pelo meu porte físico era difícil imaginar isso), mas para nós isso não significava muita coisa.

Para muitos são-paulinos eu formei com o Raí a melhor dupla de ataque da história do clube. As tabelas não eram ensaiadas, elas surgiam naturalmente. Tem coisas no futebol que não tem como ensaiar, acontecia porque o Raí era inteligente e era menos difícil de fazer uma tabela, e na verdade eu ainda não vi nada igual. Não tem como você ensaiar uma tabela, você faz alguns treinamentos de toque de bola com movimentação, mas no jogo quando as situações aparecem é que você busca o espaço para realizar esse tipo de jogada.

Uma das minhas jogadas mais características eram o corta-luz e o passe de primeira. É dom natural que você vai se aperfeiçoando com o treinamento, pra mim era uma coisa normal de acontecer. E olha que muitas vezes não queria treinar, mas eu tinha que fazer e valeu muito a pena, tive a sorte de ter treinadores espetaculares que me motivavam a continuar treinando.

A camisa do São Paulo não é para qualquer um.

Eu tinha um pouco de qualidade técnica, e fui me aprimorando e me cuidando dia-a-dia, e eu não deixava de seguir tentando ser melhor a cada dia e isso pode ser que tenha me ajudado na minha caminhada e no respeito do Telê Santana em me manter no clube. Eu não tinha medo de errar, e por isso eu acertava um pouco mais, do que errava.

Eu me preparava como se fosse meu último jogo, e quando eu entrava em qualquer campo para jogar, passava a funcionar outra máquina dentro de mim, eu sabia da minha importância dentro do grupo e tinha que ser frio, saber que eu iria errar uma jogada ou outra, mas não afinava e seguia tentando fazer meu trabalho. Mesmo quando errei o pênalti na finalíssima da Taça Libertadores da América (94), eu me senti com o no meu dever cumprido, porque eu não ia deixar de cumprir a responsabilidade que era minha, de ir e cobrar o pênalti, como muitos fazem. Claro que fiquei bem chateado. Queria ter ganho a Libertadores de novo, mas não perdemos por causa do pênalti, perdemos porque não ganhamos o jogo no tempo normal.

Infelizmente perdi, e bateria de novo quantas vezes tivesse que bater o pênalti.

Tenho muito respeito e gratidão pelo São Paulo Futebol Clube, foi o clube que me projetou mundialmente, e agradeço por ter tido a oportunidade de estar lá no momento certo com diretoria certa, comissão técnica certa, jogadores certos e todos os funcionários certos na minha época. Privilegio para uma minoria.

Principalmente naquele time de 1992, todos eram bem amigos e nos falamos sempre quando é possível, tínhamos uma amizade muito grande fora e dentro de campo. E assim o time se tornou tão campeão. O melhor era o meu time. Os outros times é que tinham obrigação de ganhar da gente, e era bem difícil de acontecer isso.

Era muito divertido ganhar dos adversários, quando eu jogava me divertia sempre com responsabilidade, porque eu era feliz dentro de campo.

Qualquer resposta que eu der a respeito do que significou jogar no São Paulo Futebol Clube e viver tudo o que vivi naquele período, não vou conseguir traduzir o que representou e representa até hoje. Espetacular, e só o futebol poderia me dar esta oportunidade.

Rafael Spaca é editor-fundador do blog Os Curtos Filmes (http://oscurtosfilmes.blogspot.com.br/) e apresentador do programa Zootropo (TV Cronópios). 

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“O maior orgulho que tenho é o respeito e o carinho dos torcedores”

Rogério Ceni

“O maior orgulho que tenho é o respeito e o carinho que tenho daqueles que me propus a defender, os torcedores do meu time”. A frase do goleiro Rogério Ceni um dos maiores ídolos do São Paulo, resume bem o seu sentimento para continuar atuando em grande nível em busca do título do Campeonato Brasileiro de 2014.

Reconhecido até pelo Guinness World Records, que oficializou três marcas do camisa 01 em 2013, o M1TO tem motivação de sobra para defender o gol são-paulino e, assim, reforçar a equipe do técnico Muricy Ramalho em busca de conquistas no segundo semestre, que contará ainda com a sequência da Copa do Brasil.

Atleta de futebol que mais vezes jogou como capitão de seu time, com 866 jogos de competição até 24 de novembro de 2013 (hoje são 885). Recorde de gols atualizado até os 113 que tinha até 13 de novembro do ano passado e recordista em número de jogos pelo mesmo time, com 1117 partidas. “Officially Amazing”, ou “oficialmente incrível”, está escrito em cada um dos três certificados.

“Gosto de jogar por competição. O que ainda me seduz é jogar o jogo valendo três pontos. Competir ainda me excita bastante. E acho que isso é o mais bacana da minha profissão. Por isso, tudo o que vivi é o reconhecimento da minha carreira”, acrescenta o arqueiro, que traz no currículo as conquistas da Libertadores da América e Mundial de Clubes, em 2005, além do Tricampeonato Brasileiro, em 2006, 2007 e 2008.

“Você conseguir ficar 24 anos numa mesma empresa não é fácil, uma empresa onde você é, em tese, julgado toda quarta e domingo. Isso é sempre muito difícil”, finalizou Rogério, que ao lado do elenco está treinando firme na intertemporada, que este ano está sendo realizada em Orlando, nos Estados Unidos.

Fonte: Site Oficial

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